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Qual o legado dos EUA no Iraque?

A infeliz verdade pode ser que o Iraque tenha já atingido uma sinistra forma de estabilidade, onde persiste um alto nível de violência e um estado semi-desfuncional. Por Patrick Cockburn, de Counterpunch, em tradução de Luis Leiria, para Esquerda.net
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Aquilo que não ouvimos falar
sobre o Iraque
Antes da invasão americana do Iraque em 2003, a percentagem da população urbana que vivia em bairros de lata ou favelas situava-se abaixo dos 20%. Hoje em dia essa percentagem subiu para 53%. Por Adil E. Shamoo, em Foreign Policy In Focus
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Medicamentos biológicos:
a esperança de cura
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Por Conceição Accetturi, de São Paulo  

Hoje, já existem empresas que trabalham quase exclusivamente com produtos biológicos. Mas, infelizmente, são acessíveis para poucos, podendo alcançar até R$ 15 mil a dose.

Para sustentar pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias, a indústria farmacêutica vê-se obrigada a encarecer o preço de certos medicamentos, impedindo que muitas pessoas possam pagar por eles. As pesquisas continuam e os tratamentos conhecidos asseguram a melhoria da qualidade de vida de pacientes. Porém, para amenizar o problema, entidades privadas e órgãos governamentais têm investido cada vez mais na farmacogenética e em pesquisas clínicas para a fabricação de medicamentos biológicos, uns dos principais avanços da ciência médica nas últimas décadas.

A Farmacogenética ou Farmacogenômica - ciência na área da Genética Bioquímica - estuda as disparidades nas respostas às drogas ingeridas em razão das diferentes características genéticas de cada ser humano. O estudo envolve tecnologias como o sequenciamento de DNA, processo este que determina a ordem dos blocos que constituem a molécula de DNA (nucleotídeos) em uma amostra. Busca analisar as alterações genéticas e os efeitos dos medicamentos; estuda a redução dos efeitos colaterais e explica por que um determinado remédio funciona para uma pessoa e para outra não. Neste sentido, inúmeros profissionais em pesquisa clínica buscam identificar elementos eficazes para uma boa resposta ao fármaco, aprimorando, consequentemente, o diagnóstico clínico das enfermidades. A pesquisa clínica se preocupa ao máximo em controlar as reações adversas de todo e qualquer produto destinado ao ser humano.

100 mil americanos morrem por ano por reações adversas a medicamentos

Não existem dados precisos sobre as reações adversas a medicamentos, que podem ser provocadas por erro de dosagem; de medicamento; de diagnóstico; falta de monitoramento das reações no paciente; ilegibilidade da letra do médico e tantas outras causas. Estima-se que só nos Estados Unidos, cerca de dois milhões de hospitalizações e, aproximadamente, 100.000 mortes por ano sejam causadas por reações adversas a medicamentos, e que, cerca de 4% dos novos medicamentos lançados são retirados do mercado pela mesma causa. Este fato traz consequências e prejuízos desastrosos para a indústria farmacêutica, que investe pesado no desenvolvimento de novos produtos.

Após a divulgação feita pelo Instituto Americano de Medicina, várias medidas sobre segurança do paciente estão sendo tomadas em muitos países, dentre eles o Brasil, cuja atenção tem sido voltada à terapêutica medicamentosa, aos erros na medicação etc. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem desenvolvido ações para a prevenção de reações adversas na medicação e, através da tecnovigilância, está buscando soluções para neutralizar esse problema, mas sabemos que não é uma solução definitiva imediata e totalmente eficaz.

Para minimizar as reações adversas e os efeitos colaterais, a farmacogenética está apostando na medicina assertiva através da personalização terapêutica, ou seja, na customização do medicamento, resultado do estudo do sequenciamento do genoma humano para a produção do medicamento biológico, conforme as diferenças nas características genéticas do indivíduo.

Os avanços nas ciências biomédicas vêm revolucionando a pós-medicina buscando o bem estar da humanidade. Neste aspecto a indústria da saúde está em franco crescimento, sobretudo a medicina genética, presente em quase todas as áreas da saúde, desde o diagnóstico, passando pelo tratamento, controle de distúrbios hereditários genéticos, tratamento, determinação de riscos e prognóstico. A farmacogenética e a farmacogenômica desempenham um papel importante na área da saúde e caminham de mãos dadas com a pesquisa clínica. O progresso da ciência só tem sentido se a pesquisa clínica ocorrer.

Os medicamentos biológicos, resultado de todo esse processo evolutivo das ciências, são desenvolvidos após a genotipagem, quando então será possível a seleção exata do medicamento e da dosagem. Por enquanto, a grande dificuldade na produção dos medicamentos biológicos está no custo. São produtos caros, pontuais e desenvolvidos a partir de organismos vivos, cuja complexidade para síntese é muito grande. As dificuldades em fabricar esses produtos biológicos ou biofármacos estão principalmente no custo, na manipulação e na conservação. Temos tido resultados importantes. Imagino que num futuro bem próximo muitos produtos tendam a ser biológicos focados nas necessidades específicas de cada pessoa.

Hoje, já existem empresas que trabalham quase que exclusivamente com produtos biológicos, mas infelizmente são acessíveis para poucos, podendo chegar a até R$ 15 mil a dose.

13/3/2010

Fonte:ViaPolítica/Surpress Comunicação

Este e outros temas de igual relevância serão pautas do XI Encontro Nacional de Profissionais de Pesquisa Clínica, que acontece no dia 20 de março 2010, das 08h00 às 18h00, no NOVOTEL São Paulo Center Norte, SP. Informações: www.sbppc.org.br

Conceição Accetturi é médica infectologista, Doutora pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM); presidente da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC); consultora do Ministério da Saúde em Projetos de Pesquisa da Coordenação de DST e Aids.

Surpress Comunicação
(11) 9523-9959 / 8208-0551 / /9139-5058
Claudete Cotrim/ Vera Scaff / Tuannie Pauletti

contato@surpress.com.br
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