VIA POLÍTICA - Livre Informação e Cultura _______________________________________
.
Página Inicial
.
  Versus - Páginas da Utopia
 
.
Busca em Via Política:
Busca no Google:
 
 
 
 
  HOME
  Brasil
  Sem Fronteiras
  O Balcão
  Meio Ambiente
  Comunidades
  Entrevista
  Marca-Página
  Entreato
  Anima
  Diplomatizzando
  Cinema de Invenção
  Perfil
  No Contrapé
  VP Online
  Ornitorrinco
  Brasil Adentro
  Boca de Bacco
  Humor à Mão
  Outro Olhar
  Artigo
  Palavra do Leitor
  Quem Somos
     
 
 
Sem Fronteiras
.

Qual o legado dos EUA no Iraque?

A infeliz verdade pode ser que o Iraque tenha já atingido uma sinistra forma de estabilidade, onde persiste um alto nível de violência e um estado semi-desfuncional. Por Patrick Cockburn, de Counterpunch, em tradução de Luis Leiria, para Esquerda.net
.
 
Aquilo que não ouvimos falar
sobre o Iraque
Antes da invasão americana do Iraque em 2003, a percentagem da população urbana que vivia em bairros de lata ou favelas situava-se abaixo dos 20%. Hoje em dia essa percentagem subiu para 53%. Por Adil E. Shamoo, em Foreign Policy In Focus
.
..Leia mais
 
 
.
Cadastre-se e receba ViaPolítica
.
Nome:
E-Mail:
 
 
twitter.com/viapolitica
.
 
 
 
 
.
Imprimir Indicar Anteriores Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto
 
Manual de diplomacia prática, 7: parcerias estratégicas
.
Por Paulo Roberto de Almeida  

www.pralmeida.org
pralmeida@mac.com

Há uma tendência, em certos países, a multiplicar o número de “parcerias estratégicas”, o que reflete o mesmo cálculo equivocado já visto na questão das prioridades: havendo muitas, não se percebe como separar as que são efetivamente importantes daquelas que a retórica diplomática coloca na lista dos “relacionamentos indispensáveis”.

Parcerias estratégicas: possibilidades e limites

Mas pior do que colecionar um volume não administrável de parcerias estratégicas é o procedimento que consiste em defini-las a priori; ou seja, a partir da suposição do relacionamento estratégico com base em afinidades estabelecidas prima facie, não com base num cuidadoso exame técnico de identidade de agendas em bases relacionais, não de maneira unilateral.

A começar pelo caráter supostamente “estratégico” da relação, tais parcerias costumam inflacionar o mercado diplomático com um hiper-ativismo multidirecional, levando à dispersão de recursos escassos e focando em objetivos secundários, posto que os “parceiros” definidos de maneira leviana precisam encontrar um mínimo denominador comum (e ele é realmente mínimo). Se existisse um “imposto vocabular” cada vez que diplomatas e outros tomadores de decisão empregassem indevidamente a noção de “parceria estratégica”, seu uso seria provavelmente mais restrito, reservado apenas aos casos efetivamente relevantes e prioritários. O exagero terminológico constitui, provavelmente, um dos mais notórios pecados da linguagem diplomática através dos tempos.

Uma parceria efetivamente estratégica é aquela que permite uma inflexão de agendas, tanto bilaterais, quanto regionais ou multilateral, ou seja, uma mudança na relação de forças do xadrez internacional. Mas essa possibilidade tem de ser examinada com extremo cuidado, uma vez que o consenso em torno de objetivos mutuamente acordados precisa ser claro e explícito. Proclamações retóricas por ocasião de visitas de cúpula não são a melhor ocasião para se definir uma nova parceria estratégica, uma vez que o entusiasmo de governantes temporários costuma obscurecer sua capacidade de julgamento quanto aos interesses de médio e de longo prazo do país, o que só um estudo ponderado, tecnicamente embasado e empiricamente apoiado, tem condições de recomendar.

Em resumo, parcerias estratégicas devem ser o resultado final de uma análise abrangente pelo policy planning staff, antes de serem sequer cogitadas no terreno prático.

7/3/2010

Fonte: ViaPolítica/O autor

Seguindo na publicação do “Manual de diplomacia prática”, de Paulo Roberto de Almeida, este é o sétimo capítulo do artigo dividido pelo autor em 10 edições. Leia a primeira parte aqui, a segunda aqui, a terceira parte aqui, a quarta aqui a quinta aqui, e a sexta aqui.

http://diplomatizzando.blogspot.com/

www.pralmeida.org

Paulo Roberto de Almeida é Doutor em Ciências Sociais e diplomata de carreira.

E-mail: pralmeida@mac.com

Mais sobre Paulo Roberto de Almeida
 
Imprimir Indicar Anteriores Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Página Inicial
 
 
 
 
 
Clique aqui para saber mais
.
Clique aqui para saber mais
.
a rede de tradutores pela diversidade lingüística
.
Correio da Cidadania
.
Rio Apa Expedições
.
Correio da Cidadania
.
Guyra Paraguay - Conservando la Biodiversidad
.
FC&P - Fotografia, Cachaça & Política
.
AALONG
.
Clique aqui para saber mais
.
.
.
Revista RETRATO DO BRASIL
.
.
 
 
.. Iniciativa: Laser Press Comunicação
  Créditos