Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
ViaPolítica abre uma nova seção: Kino Kaos, um espaço para veiculação de filmes e vídeos.
Um curta pensando a possível relação entre a poesia e a história. E, entre os dois, como uma pequena ponte, o cinema. Poesia, história e cinema numa postura antibelicista. O mundo que continua lucrando com as guerras precisa se preparar para uma mudança radical. Ou abandona-se definitivamente as tantas e tantas guerras que geram lucro com o horror e a prostituição, ou vamos já nos preparando para o nosso próprio fim. É uma escolha que temos que fazer com certa urgência e preocupação. Partindo de um poema bem-humorado e raivoso de Moacy Cirne, chegamos a uma montagem criativa e ousada para o cinema. Mas pode-se também não gostar. É um direito.
Nesta edição, apresentamos “Primeiros Cantos” (1977), uma realização do cineasta e professor Sergio Santeiro.
“O filme é uma amostra do meu caderno de poemas, Saudades de Copacabana, de 1976, editado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, quando mantive uma oficina de cinema de 1975 a 1978, a Oficinema, e um cineclube, o Cineave. É uma aula demonstrativa de como fazer um filme com muitíssimo pouco. O autor declama poemas de sua autoria. Cada poema declamado é uma ponta de filme virgem de sobra de outros filmes. Foi filmado no estúdio Tecnisom, à época nas dependências do MAM-RJ, portanto em som direto, com a câmera, emprestada por um dia, atrás do vidro da cabine, o que impede o ruído. Um por um, sem erro, sem edição. Custo só revelação e copiagem de pouco mais que 200 metros”, conta Sergio Santeiro.
(Se não for possível a visualização da janela de vídeo no espaço acima, verifique se seu navegador foi programado para bloquear o site YouTube)
Alguém se lembra? Veja aqui comentários atuais sobre uma interior experiência pedagógica e cinematográfica em “Primeiros Cantos”, de Sérgio Santeiro.
Clique aqui para ler os comentários dos alunos do Centro Unificado Profissional (CUP), de Jacarepaguá, transcritos por Sergio Santeiro, publicados originalmente no Jornal de Ipanema – Rio de Janeiro, semana de 19 a 25 de agosto de 1977 (Ano XI, n° 193, pág. 9).