Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Em narrativa ficcional, o curta-metragem em preto e branco “Salvador 71” faz uma abordagem poética e política sobre o líder guerrilheiro Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército Brasileiro, na sua luta de resistência à ditadura militar, a partir de 1964. Implacavelmente perseguido pelas forças de repressão, que o obrigaram a deslocamentos intermináveis pelo país, Lamarca foi finalmente assassinado pelo General Siqueira em 1971, em Salvador, Bahia.
O filme, que recebeu o Prêmio de melhor Direção do Festival de Brasília (1979) é baseado numa carta escrita por Lamarca à sua mulher, também companheira de lutas na guerrilha. Na carta, Lamarca fala da localidade onde está refugiado, no sertão da Bahia, descrevendo a miséria e a alienação dos habitantes locais. É uma carta de amor, coragem e expectativas.
A partir da carta, a polícia descobre o esconderijo da mulher do guerrilheiro, assassinando-a brutalmente. Paralelamente à violência das cenas, o filme revela poeticamente as dificuldades da guerrilha, o amor e o carinho do guerrilheiro pela companheira.
Desprezando o corpo estendido no chão, a polícia vasculha o apartamento, destruindo objetos pessoais, livros, e ignorando o sentido de uma vida a se extinguir naquele instante.
Da carta, os últimos pensamentos de Lamarca “... perto está uma juriti (uma pomba), pronta para tomar um tiro no peito; mas não darei, e a vida dela continua em homenagem a ti...” Cirilo (nome de guerra de Carlos Lamarca).
Direção: Nick Zarvos e Sindoval Aguiar Duração: 9 minutos
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