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Qual o legado dos EUA no Iraque?

A infeliz verdade pode ser que o Iraque tenha já atingido uma sinistra forma de estabilidade, onde persiste um alto nível de violência e um estado semi-desfuncional. Por Patrick Cockburn, de Counterpunch, em tradução de Luis Leiria, para Esquerda.net
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Aquilo que não ouvimos falar
sobre o Iraque
Antes da invasão americana do Iraque em 2003, a percentagem da população urbana que vivia em bairros de lata ou favelas situava-se abaixo dos 20%. Hoje em dia essa percentagem subiu para 53%. Por Adil E. Shamoo, em Foreign Policy In Focus
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Salvador 71

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Por Sindoval Aguiar

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Em narrativa ficcional, o curta-metragem em preto e branco “Salvador 71” faz uma abordagem poética e política sobre o líder guerrilheiro Carlos Lamarca, ex-capitão do Exército Brasileiro, na sua luta de resistência à ditadura militar, a partir de 1964. Implacavelmente perseguido pelas forças de repressão, que o obrigaram a deslocamentos intermináveis pelo país, Lamarca foi finalmente assassinado pelo General Siqueira em 1971, em Salvador, Bahia.

O filme, que recebeu o Prêmio de melhor Direção do Festival de Brasília (1979) é baseado numa carta escrita por Lamarca à sua mulher, também companheira de lutas na guerrilha. Na carta, Lamarca fala da localidade onde está refugiado, no sertão da Bahia, descrevendo a miséria e a alienação dos habitantes locais. É uma carta de amor, coragem e expectativas.

A partir da carta, a polícia descobre o esconderijo da mulher do guerrilheiro, assassinando-a brutalmente. Paralelamente à violência das cenas, o filme revela poeticamente as dificuldades da guerrilha, o amor e o carinho do guerrilheiro pela companheira.

Desprezando o corpo estendido no chão, a polícia vasculha o apartamento, destruindo objetos pessoais, livros, e ignorando o sentido de uma vida a se extinguir naquele instante.

Da carta, os últimos pensamentos de Lamarca “... perto está uma juriti (uma pomba), pronta para tomar um tiro no peito; mas não darei, e a vida dela continua em homenagem a ti...” Cirilo (nome de guerra de Carlos Lamarca).

Direção: Nick Zarvos e Sindoval Aguiar
Duração: 9 minutos


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