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Qual o legado dos EUA no Iraque?

A infeliz verdade pode ser que o Iraque tenha já atingido uma sinistra forma de estabilidade, onde persiste um alto nível de violência e um estado semi-desfuncional. Por Patrick Cockburn, de Counterpunch, em tradução de Luis Leiria, para Esquerda.net
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Aquilo que não ouvimos falar
sobre o Iraque
Antes da invasão americana do Iraque em 2003, a percentagem da população urbana que vivia em bairros de lata ou favelas situava-se abaixo dos 20%. Hoje em dia essa percentagem subiu para 53%. Por Adil E. Shamoo, em Foreign Policy In Focus
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Kino Kaos  
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Vídeos denunciam
uma prisão injusta
de poetisa no Peru

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Por Rodolfo Ybarra, Tlaxcala e ViaPolítica

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Acusada de terrorismo, a ativista cultural e poetisa peruana Melissa Patiño está, injustamente, encarcerada na prisão de Santa Mônica, em Lima, há cerca de 50 dias. A violência provocou um clamor generalizado em favor de sua imediata libertação. O Pen Club, associação internacional de escritores fundada em 1921, peticionou ao governo peruano pedindo a liberdade de Melissa Patiño. ViaPolítica, no Brasil, e Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística, hoje com 90 membros associados, somam-se aos esforços pela revogação da arbitrária decisão das autoridades do Peru. Neste sentido, reproduzimos, a seguir, os vídeos mais relevantes sobre o assunto recém divulgados no site de Tlaxcala.

(Se não for possível visualizar a janela de vídeo abaixo, verifique
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Clique aqui para ver as imagens selecionadas e ler o texto de uma carta aberta dirigida ao presidente peruano Alan Garcia. (em espanhol)

Leia também, abaixo, traduzida do espanhol para o português, uma entrevista do blogueiro Rodolfo Ybarra com Melissa Patiño, tomada por escrito no cárcere de Santa Mônica.

1 – Melissa, acreditamos em tua versão, por que as autoridades não podem aceitá-la e te incriminam com acusações difamatórias?
R – Porque não querem aceitar seu erro. Sabem que sou inocente. Não querem retroceder para não cair no ridículo diante da opinião pública.

2 – Qual foi o problema com teus advogados? Por que não apelaram inicialmente, sabendo que os outros detidos sim o fizeram e que a prática comum de procedimento?
R – Porque naquele momento eu estava mudando de advogado.

3 – Muitos intelectuais, ultimamente, perceberam tua inocência, desde Rocio Silva Santiesteban até César Hildebrantd. Não podemos dizer que se tratam de posições tardias em relação a tua prisão e depois de quase 50 dias de maus tratos. Qual seria teu apelo aos intelectuais e à opinião pública em geral, que ainda é adversa?
R – Que investiguem o caso e que se conscientizem de que não há provas que sustentem a acusação contra mim.

4 – O fato de não militar em nenhum partido ilegal ou grupo armado não exclui tua sensibilidade social. O que opinas a respeito e que desabafos gostarias de fazer?
R – Não pertenço a nenhum partido político. Menos ainda simpatizo com algum movimento subversivo. Sou contra a violência, sou pacifista. Não acredito que o terror seja o caminho para a mudança.

5 – Os poetas e escritores foram os primeiros em levantar a voz contra tua detenção, a solidariedade aconteceu não só no Peru, mas também no estrangeiro. Como poeta, o que opinas sobre horror que estás vivendo? Estendo também a pergunta ao teu estado de saúde.
R – É terrível. O cárcere não é um bom lugar para ninguém.

6 – Contaram-me que teus “direitos” estão restringidos, como não participar nas oficinas, não ter acesso aos telefones, visitas limitadas (somente quatro familiares e menos horas que o resto), não ter acesso a equipamentos eletrônicos como o rádio, televisor, etc. A que se deve este agravamento?
R – Querem que eu passe mal. É injusto. Estou sob o regime carcerário mais rigoroso.

7 – Algumas palavras para o ministro do Interior, Alva Castro.
R – Que ainda não é tarde demais para que reconheça seu equívoco.

Melissa, obrigado por esta breve entrevista e para ti toda nossa força nesta hora difícil.

21/4/2008

Fonte: http://musicadelfuturofrio.blogspot.com/...
http://rodolfoybarra.blogspot.com/...

Tradução do espanhol para o português de Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica e membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística.
Esta tradução pode ser livremente reproduzida na condição de que sua integridade seja respeitada e citados os autores e as fontes.

Outros links envolvidos nesta ação internacional:


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