VIA POLÍTICA - Livre Informação e Cultura _______________________________________
.
Página Inicial
.
  Versus - Páginas da Utopia
 
.
Busca em Via Política:
Busca no Google:
 
Outro olhar
.
Entre olhares...

Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica

.
..Leia mais
.
Milo Manara:
O rei dos quadrinhos
eróticos, agora nu
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
.
..Leia mais
 
  HOME
  Brasil
  Sem Fronteiras
  O Balcão
  Meio Ambiente
  Comunidades
  Entrevista
  Marca-Página
  Entreato
  Anima
  Diplomatizzando
  Cinema de Invenção
  Perfil
  No Contrapé
  VP Online
  Ornitorrinco
  Brasil Adentro
  Boca de Bacco
  Humor à Mão
  Outro Olhar
  Artigo
  Palavra do Leitor
  Quem Somos
     
...
...
VPTV
.
O microfone humano

Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.

.
..Leia mais
Kino Kaos
.
Luna zapatista

Um clip ilustrado por Kalvellido, o andaluz errante, homenageia os zapatistas e as lutas do povos contra a opressão. Música de Orlando & Ogando

.
..Leia mais
.
 
twitter.com/viapolitica
.
 
 
 
Kino Kaos  
.

Encontro com Prestes

.

Por Sergio Santeiro

.
Anteriores


Um dia dei-me conta que em toda a filmografia brasileira pouco ou quase nada registrava a presença de uma das maiores personalidades de nossa história: o comandante da revolução brasileira, Luis Carlos Prestes.

Havia o filme do Ruy Santos, o comício do Vasco, perdidos nos desvãos da repressão política, trechos de entrevistas e a grande entrevista a Nelson Pereira dos Santos na extinta TV-Manchete. Quando pela primeira vez me aproximei para filmá-lo, soube mais tarde, que consultados ganhei o aval do próprio Ruy Santos e do grande Helio Silva. Eis um bom caminho para um bom filme. Posso elogiá-lo porque ele vale ou nada vale por sua qualidade, mas vale um tudo por registrar em ação, em vida, em cores, o que é a militância de um dos maiores tribunos da história. Orador simples, porque sincero, suas afirmações apoiadas numa das mais longas e agitadas experiências de vida. As sociedades primitivas (porque mais verdadeiras?) têm grande apreço pelo conselho de anciãos.

Quando finalmente consegui o minorado e minguado orçamento, aprestei-me a filmá-lo no 1º de maio de 1987, o do centenário. Era para ser no Rio, no Campo de São Cristóvão, mas na antevéspera
decidiram por fazê-lo em São Paulo. Para lá fomos, de madrugada, Rio-S.Paulo à frente.

O resultado aqui está. Por favor, não façam como o esquerdista baiano que chamou o filme de preguiçoso, o que ripostei-lhe, vindo de um baiano é elogio. Ele reclamou que não tinha música, não tinha isto ou aquilo.
Queria por acaso que eu interrompesse o discurso para ouvirmos, entre o que gravei ao vivo naquela Praça da Sé, a Internacional cantada pela multidão ou quem sabe acompanhada em coro pela multidão, nada menos que Vandré, Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores, cantada por Chitãozinho e Xororó?

Tive o prazer da autorização do Prestes antes e sua aprovação ao ver o filme pronto, afinal eu editara e reduzira o seu memorável discurso. O seu comentário foi notável, gentil como era o Velho:
– Mas tem muito eu neste filme, e a organização do evento, as outras falas ...

Pois é, senador, um filme não pode ser todos, este é a tentativa de guardar para netos e bisnetos o recorte de uma época, a sua. Só não tive o prazer de vê-lo exibido no cumprimento da lei do curta, fui três vezes reprovado pelo júri, cujo presidente por desavenças pessoais dava-me zero, sucessivamente, no que ao que consta era acompanhado por alguns sequazes seus, inclusive o canhoto acima.

Antevia a repercussão deste grande momento da vida brasileira nos cinemas de nosso país, é pra isto que serve a lei do curta, é para servir ao público o que servimos a todos. Não foi possível exibi-lo amplamente como previsto em vida, a não ser numa simpática homenagem do Festival do Rio ao Prestes, mostrado o filme em hors concours, como me cabe, fora de competição.

Talvez não tenha realmente nada a não ser o depoimento para a posteridade do quanto vale ser Luis Carlos Prestes – o Cavaleiro da Esperança.

Veja o filme em duas partes:

Prestes 1:

Prestes 2:  

14/3/2009

Fonte: ViaPolítica/O autor

Mais sobre Sergio Santeiro

santeiro@vm.uff.br


       
 
 
 
 
Clique aqui para saber mais
.
Clique aqui para saber mais
.
Clique aqui para saber mais
.
a rede de tradutores pela diversidade lingüística
.
.
Rio Apa Expedições
.
Correio da Cidadania
.
Guyra Paraguay - Conservando la Biodiversidad
.
FC&P - Fotografia, Cachaça & Política
.
AALONG
.
Clique aqui para saber mais
.
.
.
Revista RETRATO DO BRASIL
.
Espaço Cult
.
.
 
 
.. Iniciativa: Laser Press Comunicação
  Créditos