Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Os recentes e sangrentos acontecimentos, que envolveram as comunidades indígenas peruanas da Amazônia em choques armados contra as tropas militares do presidente Alan García, reiteraram os riscos que correm as diversidades étnicas, culturais e biológicas em um mundo açodado pelo lucro sem limites.
Na semana passada, o atento fotógrafo Jesus Carlos, que mantém o blog Fotografia, Cachaça & Política, parceiro de ViaPolítica, indicou aos seus leitores o documentário Corpo a Corpo, de Ronaldo Duque, sobre as ameaças e atentados praticados por garimpeiros de ouro contra a vida dos índios Yanomami, na floresta amazônica. Realizado em 1996, Corpo a Corpo é ilustrado com textos do jornalista e escritor Reynaldo Jardim, com locução do ator Paulo Goulart. Outra vez, o trabalho de Ronaldo Duque ganha atualidade. Os fatos ocorridos na Amazônia peruana há poucos dias, envolvendo o repúdio das comunidades indígenas a contratos de super-exploração de suas riquezas naturais pelas transnacionais, comprovam-no cabalmente.
Ronaldo Duque é produtor, roteirista e diretor de TV e cinema. Realizou documentários, comerciais e programas de TV. Foi editor da Rede Globo, repórter e editor de importantes publicações brasileiras. Entre seus trabalhos audiovisuais, destacam-se: No (1988), melhor documentário no Rio-Cine Festival, 1989; Girândola-Brinquedos, Promessas e Fé (1994), sobre trabalho dos artesões durante a festa do Círio de Nazaré, no Pará; Em Busca do Tempo Perdido (1992), sobre o meio ambiente; e Corpo-a-Corpo (1996). Também produziu e dirigiu Póstumas Cretã (1980), documentário sobre a situação da área indígena de Mangueirinha, após a morte do Cacique Agnelo Creta, em janeiro de 1980. (Por Omar L. de Barros Filho) Por sua urgência, veja Corpo a Corpo: