Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Cada uma das duas mil peças de Hélio Oiticica, que arderam destruídas pelo fogo no Rio de Janeiro, simbolizam a morte do artista e a perda irreparável de parte significativa da memória cultural de um país cuja amnésia não tem cura. Veja aqui três curtas sobre Oiticica e suas obras.
O incêndio que destruiu, no final da noite de 16/10/2009, no Rio de Janeiro, boa parte da obra de Hélio Oiticica, um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros das últimas décadas, queimou uma parte substancial da memória cultural contemporânea do país. Esculturas, pinturas, instalações, objetos e documentos – cerca de 2.000 peças, com valor estimado em 200 milhões de dólares – desapareceram quando as chamas atingiram parte da residência de César Oiticica, irmão de Hélio, no Jardim Botânico carioca.
Nascido em 26/7/1937 e morto em 26/3/1980, Hélio Oiticica foi o criador do Parangolé, que ele mesmo batizou de "antiarte por excelência". O Parangolé era uma escultura móvel, que se revelava parcialmente na medida dos movimentos de quem a vestia na performance. Ele foi o artista que contribuiu para os primeiros passos do inovador movimento conhecido como Tropicália, que sacudiu o Brasil nos anos 1960 e 1970, nos palcos musicais, na poesia, na prosa e nas artes plásticas. A partir da montagem de seu “penetrável” Tropicália – uma instalação em labirinto para ser penetrado, cheirado, sentido e vivido – uma nova corrente estética acabou por surgir no país, sob a ditadura militar brasileira. Eram sementes que germinavam no campo da oposição ao regime armado.
Para lembrar Hélio Oiticica e sua obra, selecionamos três curtas-metragens que fazem parte do acervo cinematográfico do Porta Curtas Petrobras, uma iniciativa que visa à conservação e divulgação de filmes brasileiros que estariam, talvez, condenados ao esquecimento ou à perda completa, caso não estivessem preservados em meio eletrônico na web. (Por Omar L. de Barros Filho, editor de ViaPolítica)