Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Como entrar neste ambiente,
como acessar a história
viva deste pedaço de
mundo, Oriente Médio,
sem se envolver?
A terra é exígua.
As dores permeiam cada cidadão,
seja ele árabe, judeu,
libanês ou palestino.
Aqui, como numa grande família,
os irmãos não
se entendem. Quando tudo começou,
nesse pedaço ínfimo
de terra, era uma coisa só.
E, pasmem, a religião
era a estrela guia.
A religião prega a
paz.
Paz agora!
O instrumento é o equipamento
fotográfico, a coragem,
a vontade de desbravar os
corações das
pessoas simples que querem
viver em paz e em segurança,
viver da história e
do presente. Viver sem desejar
o fim do próximo e
sem o ódio mortal dos
radicais e homens-bomba.
Jerusalém é
a síntese disso tudo.
No quarteirão de 1
km2 vivem quatro povos, quatro
religiões.
Os judeus, com seu muro das
lamentações,
escolas da Torá e sinagogas
milenares.
Os mulçumanos com a
mesquita de Omar.
Os cristãos com o caminho
de Jesus e o santo sepulcro.
Os armênios com suas
igrejas e objetos de adoração.
A experiência é
única, marcante, cristalina!
Os cheiros, as comidas, os
mercados árabes, o
narguile, os doces.
As ruelas sem fim, mas sem
começo.
As surpresas em cada olhar.
O click disparava.
Viver Jerusalém é
entender que, sim, existe
chance para a paz.
Longe dos gabinetes!
Revelar o Oriente Médio
é uma tarefa quase
impossível.
Viver seu mundo a torna menos
árdua, mas a solução
continua distante.
A partilha da ONU, em 1948,
definia dois estados: o judeu
e o palestino.
Os árabes se insurgiram
contra. Ali começava
a primeira guerra da era moderna.
Os israelenses obstinados
pela segurança de sua
terra de pouco mais de 20.000
km2.
Os árabes, ou melhor,
os radicais árabes,
obstinados em destruir Israel.
De um lado a tecnologia, a
pesquisa, a democracia. De
outro, uma sociedade atrasada,
conforme parâmetros
ocidentais, sem liberdade
individual. Ditatorial.
De um lado a educação
para a vida, de outro, a educação
para a morte.
Você acha que aqui os
opostos se atraem?
Fotografar o Oriente Médio,
de Israel ao Egito, da Jordânia
à faixa de Gaza, trouxe
uma certeza: ali há
de surgir um Dalai Lama, muito
mais que um Prêmio Nobel
da Paz, alguém que
do alto de sua evolução
espiritual não pregue
violência contra qualquer
ser vivo, até mesmo
seus algozes. Ou que as pessoas
comuns, simples, mas verdadeiras
e sinceras, de ambos os lados,
saiam às ruas, irmanadas,
e criem a paz.
Cantem a paz.
Longe dos gabinetes.
Só elas sabem a dor
de viver na ambigüidade
da paz pregada pelas religiões,
da guerra santa que as armas
impõem!