Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
“Tive a sorte de meu
primeiro contato com a fotografia
ter sido pela porta da frente.
Foi nos meados dos anos 60,
participando do movimento
cineclubista em João
Pessoa, no Cineclube Aruanda.
Discutir técnica, roteiro,
linguagem e ver muitos filmes.
O Cinema Novo e as chanchadas
da Vera Cruz, o cine europeu
e em particular, o soviético.
Ver imagens, imagens em movimento
e aprender a ler a fotografia
através do olhar. Porém,
foi vendo Blow Up, um filme
de Michelangelo Antonioni,
que decidi que meu caminho
profissional era a fotografia
e, é claro, uma fotografia
de cunho social.
Queria fotografar as ruas,
as pessoas, o dia-a-dia, a
realidade que nos cerca, e
foi aí que deparei
com o fotojornalismo, com
a fotografia documental. Minha
primeira experiência
com a fotografia de imprensa
foi em São Bernardo
Campo, no semanário
alternativo ABCD Jornal ,
em 1977. Foi o início
e a oportunidade de fotografar
os trabalhadores, as fábricas,
as favelas, as manifestações,
a produção,
as assembléias, os
tipos físicos, a natureza,
a paisagem urbana e rural.
Fotografar tudo que se movia
em minha frente. A oportunidade
de pautar e ser pautado, de
editar o próprio material
fotográfico que seria
publicado. Ver, conhecer e
interferir na realidade, de
acordo com as possibilidades”.