Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Quando os bailarinos Marika
Gidali, húngara, e
Décio Otero, mineiro,
uniram-se para desenvolver
uma série de programas
sobre dança na TV Cultura
de São Paulo, em 1971,
nasceu a idéia de criar
uma companhia de balé.
Pouco depois, enquanto as
manifestações
artísticas, no Brasil,
sofriam as restrições
impostas pelo autoritarismo
da ditadura militar, o Ballet
Stagium dava seus primeiros
passos, somando-se ao Teatro
Oficina, ao Arena e ao Cinema
Novo no desafio de fazer arte
de resistência –
arte como veículo de
liberdade. Combinando vertentes
universais da dança
com traços marcantes
da cultura brasileira, o Stagium
logo conquistou o público
em todas as regiões
do país. Desde então,
pesquisou novas linguagens
e realizou apresentações
em pátios de escolas
públicas, favelas,
igrejas, praias, hospitais,
estações de
metrô, presídios,
em terras indígenas,
no convés de uma barca
no rio São Francisco
e até num palco flutuante
montado no lago do Parque
Ibirapuera.
O fotógrafo Emidio
Luisi, mestre na
arte de documentar espetáculos
de teatro e dança,
especialista em etnofotografia,
acompanhou a trajetória
do Ballet Stagium e produziu
algumas das mais belas imagens
da história da companhia,
desde sua fundação,
agora reunidas no livro “Stagium
35 Anos”, lançado
em São Paulo no dia
8 de março, em paralelo
a uma exposição
com o mesmo nome. Com 100
páginas, a obra produzida
pela Editora Fotograma
Imagens, com patrocínio
da Caixa Econômica Federal,
traz também textos
de Oswaldo Mendes, Helena
Katz, Walter Firmo, Paulo
Boni, Stefania Bril e Ademar
Guerra (in memorian).
A propósito do trabalho
do Ballet Stagium, que tem
também uma dimensão
de projeto social, vale lembrar
uma afirmação
da filósofa, jornalista
e crítica de arte,
Helena Katz, publicada em
um catálogo de exposição
sobre o tema “Arte e
Tecnologia”: “(...)
Uma vez que a imagem é
seu material básico,
quando a dança se apossa
dos instrumentos modernos,
principalmente a produção
de imagem, traz para discussão
um de seus assuntos favoritos:
a temporalidade. A fotografia,
o cinema, o vídeo,
a tevê e a informática
encerram na dança uma
de suas dúvidas centrais:
o que é que dura como
dança? O que pode durar,
sendo dança?”