Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Na semana em que Porto Alegre
comemora seus 235 anos de
fundação, 48
artistas ligados ao Atelier
Livre da capital expõem
pinturas digitais que nos
estimulam a lançar
sobre o centro da cidade o
mesmo olhar curioso e atento
dos viajantes. Armazéns
do cais do porto, torres de
igrejas, calçadas,
janelas, arcadas, portões,
azulejos, anjos e dragões,
detalhes de uma arquitetura
positivista e neoclássica,
com suas fachadas imponentes,
mesclam-se em composições
repletas de símbolos,
cores e texturas que convidam
a um passeio pela memória
e pela imaginação.
A exposição
“Revi vendo o centro
de Porto Alegre” é
o resultado de um projeto
coletivo executado em 2006
pelos artistas participantes
da Oficina de Tecnologias
Digitais do Atelier Livre
da Prefeitura, coordenada
pela professora Mara Caruso.
A exposição
presta uma homenagem ao arquiteto
Fernando Fuão, autor
do livro “Canyons, a
Avenida Borges de Medeiros
e o Itaimbezinho”, que
inspirou os trabalhos. Professor
da Faculdade de Arquitetura
e do Programa de Pesquisa
e Pós-Graduação
em Arquitetura da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), Fernando Fuão
doutorou-se pela Escola Técnica
Superior de Arquitetura de
Barcelona (1987-1992) com
a tese “Arquitetura
como Colagem”.
A valorização
do patrimônio histórico
e arquitetônico que
resistiu a sucessivos ciclos
de destruição
e a sua revitalização
têm sido alvo dos esforços
de muitos porto-alegrenses,
em especial aqueles que tiveram
o prazer de conhecer e freqüentar,
no passado, os cafés,
as confeitarias, as livrarias,
os cinemas, os teatros e as
tradicionais lojas do centro
da capital. Um tempo em que
a Rua da Praia era o melhor
cartão-postal da cidade,
ponto de encontro de intelectuais,
poetas e escritores.
Sobre a Casa de Cultura Mário
Quintana, a artista plástica
Maria Esther Mussoi, participante
da mostra, escreveu: “Levo
meus passos na direção
do olhar e vou recolhendo,
nas calçadas de hoje,
aquele olhar de ontem, perdido
num tempo de invisíveis
horas. Entre buzinas, ruídos,
elejo silêncios e, num
suceder de portas, soleiras
e portões, eis que
vejo o Hotel Majestic –
castelo do El Cid da minha
infância, Majestic do
Mário com seus Quintanares.
Num devaneio, percorro corredores
vazios, cheios de mistérios,
corro pelas pontes entre as
duas torres e estanco no aqui,
agora. Num salto, desço
na saudade e então
meus passos solitários
vão chorando na calçada
um pranto ritmado, um pranto
tão magoado que faz
chorar em eco, a Rua da Praia
inteira.”
Inaugurada no dia 24 de março,
“Revi vendo o centro
de Porto Alegre” ficará
em exposição
aberta ao público até
o dia 23 de abril, na Usina
do Gasômetro (Av. Pres.
João Goulart, 551 –
4º andar). Promoção:
Secretaria Municipal da Cultura
/ Coordenação
de Artes Plásticas
/ Atelier Livre.
“O Centro
revivendo alegre.
O Centro de Porto Alegre revi
vendo.
Revi alegre o Centro de Porto
Alegre.
Vendo alegre o Centro revi
Porto Alegre.”
Veja,
abaixo, alguns dos trabalhos
que integram a mostra “Revi
vendo o centro de Porto Alegre”.