Em seu novo trabalho, Luiz Rosemberg
Filho faz uma declaração de amor ao
cinema e uma inquietante pergunta:
o que foi que fizemos com a imagem?
Por José Carlos Asbeg, do Rio de Janeiro
Para Lêdo Ivo, a poesia é uma magia verbal, um “idioma” específico dentro da linguagem e um testemunho da condição humana. A verdadeira celebração do Universo pelo homem. Por Floriano Martins, de Fortaleza
Por ocasião
do 70º aniversário
do bombardeio de Guernica,
sete artistas criaram imagens
para expressar suas visões
daquela tragédia tendo
em mente a preocupante realidade
de hoje. A iniciativa é
de Tlaxcala
– a rede de tradutores
pela diversidade lingüística,
que está divulgando,
também, em seis idiomas,
o texto do repórter
Jorge Steer, escrito em inglês,
em 1937, quando testemunhou
a destruição
da cidade que emocionou Pablo
Picasso, motivando-o a pintar
a obra Guernica. ViaPolítica
soma-se a essa rede internacional
e oferece a seus leitores
a oportunidade de integrá-la
também. Conheça
aqui os trabalhos.
Apresentação
Por
Fausto Giudice, jornalista,
escritor e tradutor
Era uma segunda-feira,
dia de mercado. Havia muita
gente nas ruazinhas da cidade
de Guernica, que tinha 7.000
habitantes. Às quatro
e meia da tarde os sinos da
igreja começaram a
repicar, e cinco minutos depois
apareceu o primeiro avião,
que soltou seis bombas explosivas
de 450 quilos, seguidas de
uma chuva de granadas. Minutos
depois surgiu outro aparelho.
O inferno durou quatro horas.
Quarenta e dois aviões
no total bombardearam e metralharam
a cidade e seus arredores,
onde os moradores haviam se
refugiado. Toda a cidade ardeu.
O incêndio tardou a
se apagar. Balanço:
70% dos edifícios queimados
e um número indeterminado
de mortos, entre 800 e 1.600.
Setenta anos depois, os historiadores
ainda não se puseram
de acordo sobre o número
de vítimas daquele
dia negro, que converteu Guernica
em uma cidade mártir
e uma cidade símbolo,
gravada para sempre em nossa
memória coletiva.(clique
aqui para ler a íntegra
do texto de apresentação)