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Querido leitouvinte,
Hoje dedicamos nosso programa ao roque brasileiro, trazendo para você magníficos e raros exemplares do cancioneiro roquístico nacional, ao som de Erasmo e Roberto Carlos, dos Jet Blacks, dos Mutantes e, é claro, de Raul Seixas.
Interessante observar que o roque brasileiro, diferentemente do britânico, foi diretamente influenciado pelo rock and roll norte-americano e teve pouca, ou nenhuma, influência do blues naquele momento, o início da década de 60. Por isso, o roque brasileiro começou, e permaneceu por muito tempo, bastante pueril, embora vibrante e criativo, na forma de canções e roquinhos que falavam de amores adolescentes.
Foi com os Mutantes, e outras bandas menos famosas, como o Terço, a Chave, o Liverpool e o Peso, ainda nos anos 60, que o roque brasileiro passou a adquirir maior espessura e ficar mais pirado.
Foi em São Paulo e no Rio de Janeiro que tudo começou. Como diz no site de Erasmo, "na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, o garoto Erasmo Esteves cresceu cercado por elementos que tornariam sua identidade musical singular. Já adolescente, fez destacar sua personalidade no meio de um bando de fãs de rock´n´roll e bossa nova que se reunia no hoje famoso Bar Divino, na Rua do Matoso. Tim Maia e Jorge Ben, ambos maníacos por música, faziam parte dessa turma. Logo depois, conheceu o capixaba aspirante a cantor Roberto Carlos, quando [foi ao] concerto de Bill Haley no ginásio do Maracanãzinho. Aquela visão do herói do rock americano em solo brasileiro abriu a mente de Erasmo: de volta ao bairro, formou os Snakes com os dissidentes de outro grupo local, os Sputniks - que encerraram atividades após lendária briga entre dois de seus integrantes, Roberto Carlos e Tim Maia.”
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Erasmo Carlos |
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The Jet Blacks |
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Os Mutantes |
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Já os Jet Blacks, conjunto do lendário guitarrista Gato, falecido em 1996, criador do estilo "jovem guarda" de tocar guitarra, era um "grupo paulistano, um dos pioneiros do rock instrumental no Brasil, na linha dos ingleses Shadows (tirou seu nome de Jet black, sucesso desse grupo) e dos norte-americanos Ventures, embora também tivesse êxito com gravações vocais. Formado em 1961 com o nome The Vampires, seus integrantes eram Gato (José Provetti), guitarra-solo e órgão; Jurandi (Jurandi Trindade Abreu de Silva), bateria; Orestes, guitarra-base; Ernestico, saxofone; e José Paulo, contrabaixo”.
Para os Mutantes, "Tudo começou em 1964, quando os irmãos Baptista, Arnaldo (baixo, teclado) e Sérgio (guitarra) formaram a banda adolescente chamada Wooden Faces. Porém, esta teve vida curta e logo depois eles montaram uma nova banda, o Six Sided Rockers, já com a presença de Rita Lee. O grupo ainda trocou de nome mais uma vez, para O Konjunto, até ser batizado definitivamente de Mutantes, inspirados no livro de ficção científica “O império dos mutantes”, do francês Stefan Wul."
Um fato curioso, conforme está escrito no livro A divina comédia dos mutantes, de Carlos Calado, foi o jornalista esportivo Alberto Helena, do Sport TV, que, quando era produtor do programa musical de TV do Ronnie Von, sugeriu o nome "Os Mutantes" para a banda. Quem diria, hein?!
Aliás, foi o Carlos Calado que, pesquisando para a biografia, descobriu as gravações originais do disco Tecnicolor dos Mutantes, produzido em 1970 para o mercado internacional, e que foi lançado em 2000, com capa do Sean Lennon. Um barato!!
Bom, e o Raul... é o Raul, deixa pra lá. Este DJ teve a oportunidade de assistir ao seu último show, ao vivo, no Gran Circo Lar de Brasília. Tomei todas, dancei pra caramba, perdi a chave de casa, tive que pular o muro e despencar do telhado – tudo ao som da cachorrada latindo. Mas valeu a pena. Viva o roquenrou!!!
Rota 66 bota pra rodar uma coleção de roques brasileiros. Com vocês...
Vem quente que eu estou fervendo, de Carlos Imperial e Eduardo Araújo, com Erasmo Carlos, É proibido fumar, de Roberto e Erasmo, com o Roberto Carlos, e Thunderball, de Don Black e John Barry, com os Jet Blacks. Depois, os Mutantes com Top Top, a rara O Suicida (primeira gravação deles) e I feel a little spaced out, a Ando meio desligado do CD Tecnicolor. E finalmente, Raul Seixas e os Mutantes numa gravação ao vivo, de 1975.
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Viva o Brasil! |
djLC
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