Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Há 40 anos, no Luton Technical College de Bedfordshire, na Inglaterra, mesmo lugar onde 12 anos mais tarde o Led Zeppelin encerrava sua carreira, os Yardbirds, a banda mais influente do roque, dava seu último concerto. O som dos Yardbirds é pioneiro no casamento do blues com as guitarras elétricas – o chamado bluesrock – e também no som experimental, utilizando-se de efeitos elétricos desconhecidos na época, como a distorção, wah-wah, fuzz tone e outros mais, abrindo caminho para o roque psicodélico.
A belíssima foto da capa com um leve toque decadente e imagem metafórica dos
5 "prisioneiros" (Yardbirds) do rock.
Sua história começou em setembro de 1964 com a formação básica de Keith Relf nos vocais e harmônica, Chris Dreja na guitarra-base, Paul Samwell-Smith no baixo, Jim McCarthy na bateria e na guitarra-solo um jovenzinho, estudante de artes, chamado Eric "Slowhand" Clapton. Mantendo a mesma base até 1968, tocaram com eles outros dois grandes guitarristas: Jeff Beck e Jimi Page, nesta ordem. Espetacular. Só som bom. Seu primeiro disco foi ao vivo – Five live Yardbirds – e é todo feito de blues e de algum rock'n'roll, com o Eric Clapton arrasando na sua jovem guitarra e Keith Relf nos vocais, atitude e gaita-de-boca.
O interessante é que o som deles era tipo "cabeça", mais conceitual, diferente de outros – muito bons, por sinal, mais ingênuos nas letras – que rolavam na época. Daí participarem no legendário filme Blow up do Antonioni, na cena maravilhosa que vocês podem assistir aqui, pelo Youtube. Reparem como o mestre diretor brinca com nossos sentidos, num discurso estético e político, mostrando uma platéia imóvel, solitária e hipnotizada, numa corrida desenfreada por um não-sei-o-quê! No filme vemos a formação com Jimi Page e Jeff Beck nas guitarras, tocando Stroll On, uma criação deles em cima do clássico Train Kept A-Rollin' de Tiny Bradshaw, Howard Kay e Lois Mann.
Depois despediram o Beck e com Jimi Page encerraram a carreira no concerto hoje aniversariante. Nos anos 90, após a morte do vocalista Keith relf, retornaram com nova formação e gravaram um bom disco em 2003 – Birdland – onde aparecem guitarristas contemporâneos, como Joe Satriani, Steve Vai, Slash, Brian May e o ex, Jeff Beck.
Ouviremos agora Summerstack Lightning, de Howlin' Wolf, Boom Boom do John Lee Hooker, Heart Full of Soul e For your Love de Graham Gouldman e a criação coletiva The Nazz are Blue, numa audição panorâmica de sua obra. En-joy.