Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
No final dos anos 50 e início dos 60, perambulava, com fluidez, pelo bairro negro de Chicago, um rapaz branco, judeu, de cabelo encaracolado, de fina procedência. Apreciado pelos velhos blueseiros, sabia tudo de Blues e, jovem, já tocava guitarra como um veterano, nos bares e casas noturnas.
Mike Bloomfield, nascido em 28/07/1943, tocou, no início de sua carreira, com os mestres do Blues Muddy Waters, B.B. King, Buddy Guy e Chuck Berry, sendo considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Em 1965, entrou para a legendária Paul Butterfield Blues Band, com quem gravou dois discos, e tocou também com Bob Dylan no disco Highway 61 Revisited onde, com sua Gibson Les Paul, apresentava solos encorpados, de grande sustentação e agilidade, e com muita emoção.
“É natural”, dizia, “os negros sofrem exteriormente neste país, enquanto os judeus sofrem interiormente. O sofrimento é o fulcro mútuo do Blues.” Diferentemente de seus contemporâneos Jimi Hendrix e Jeff Beck, Bloomfield não usava efeitos eletrônicos, mantendo-se fiel ao som puro, alto e limpo da sua guitarra elétrica, com uma boa dose de reverb, proveniente do clássico amplificador Fender Twin Reverb.
Radicando-se em São Francisco em 1967, chegou ao auge de sua carreira com sua banda Electric Flag, que debutou no psicodélico festival de música Monterrey Pop. Depois gravou um disco referencial – Super Session – com Stephen Stills e Al Kooper, com quem retomou uma parceria iniciada na gravação do citado LP de Dylan. Viciado em heroína, continuou sua trajetória musical aos trancos e barrancos como músico de estúdio e de casas noturnas até 1981, quando morreu de overdose. Foi-se um grande músico que deixou muita saudade. Sua discografia está disponível em CDs e MP3, incluindo gravações raras.