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Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica

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Milo Manara:
O rei dos quadrinhos
eróticos, agora nu
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
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O microfone humano

Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.

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Um clip ilustrado por Kalvellido, o andaluz errante, homenageia os zapatistas e as lutas do povos contra a opressão. Música de Orlando & Ogando

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O poeta desfolha
a bandeira. Agora é
a vez da Tropicália
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Por Luiz Fernando Las-Casas
 
a estrada do rock

 

 

Brasília – Queridos leitouvintes:

Lendo a revista Rolling Stone eletrônica nesta semana, deparei-me com a notícia da morte do saxofonista LeRoi Moore, do grupo de pop-jazz-rock Dave Mathews Band, aos 46 anos, vítima de um acidente com seu jipe 4x4 em 19 de agosto. A DMB é uma banda que surgiu no início da década de 90, mantém-se firme até hoje, e tem um som muito, muito, legal. Hoje faço uma pequena dedicatória ao músico LeRoi, e a relaciono a um som brasileiro, ou melhor, a um movimento cultural que influenciou demais a alma brasileira - o tropicalismo.

O poeta desfolha a bandeira.

Celebrar, comemorar, faz parte da índole humana. Está gravado no fundo de corações e mentes e registrado nas paredes das cavernas. E brasileiro gosta de festa. Neste ano de 2008, observo diversas comemorações transformadas em eventos culturais variados: tem o centenário do Graciliano Ramos, os preparativos para o ano França-Brasil, a chegada da família imperial no Rio de Janeiro, e... o surgimento do Tropicalismo e aquela coisa toda.

Mas a imprensa brasileira parece meio de bobeira em relação a este fato. Há 40 anos ocorreu a grande passeata dos 100 mil e não falaram nada. E, agora, em julho, o movimento tropicalista também entrou nos "enta" e ninguém falou nada. Coisa feia. Mas o djLC chegou para salvar a pátria e refresca a memória de vocês com o sopro da musa Tropicallya botando no prato feito a salada maluca da geléia geral brasileira que desfolha sua bandeira on the rocks.

Os mais puristas irão dizer: Tropicalismo não é rock, pô!

E eu digo sim, e eu digo não, ou não, ou sim. Tropicalismo é roque sim senhor!!!

 

Tropicalismo é rumba. Tropicalismo é punk, samba e iê-iê-iê. Tropicalismo é foda. E também é moda, arte, exposição, sexo, drogas e muito amor. Para aqueles que não viveram o tropicalismo, saibam que, de acordo com o precioso sítio eletrônico Tropicália, o "Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais".

Naquele mesmo ano também foram lançados os discos-solo Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes, fazendo muito sucesso entre o público jovem antenado, e agitando a vida cultural nos centros urbanos. Enquanto as tropas soviéticas invadem a Checo-Eslováquia, extremistas assassinam Luther King e Bob Kennedy, o primeiro brasileirão rola nos gramados, e os militares criam o AI-5 e invadem a Universidade de Brasília.

De memória, Rota 66 coloca na roda viva dos picapes digitais, pérolas do disco Tropicália, expondo de forma velada toda a efervescência causada pelos agitos políticos e o som das guitarras eletrizantes.

Alô, alô... Terezinhaaaaaaaaaa!

TROPICÁLIA ou PANIS ET CIRCENCIS 1968 - Mutantes

1. Miserere nobis
2. Coração materno
3. Panis et circencis
4. Lindonéia
5. Parque industrial
6. Geléia geral
7. Baby
8. Três caravelas (Las tres carabelas)
9. Enquanto seu lobo não vem
10. Mamãe coragem
11. Batmakumba
12. Hino do Senhor do Bonfim




23/8/2008

Mais sobre Luiz Fernando Las-Casas

roqueradio@gmail.com

       
 
 
 
 
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