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Entre olhares...

Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica

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Milo Manara:
O rei dos quadrinhos
eróticos, agora nu
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
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O microfone humano

Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.

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Luna zapatista

Um clip ilustrado por Kalvellido, o andaluz errante, homenageia os zapatistas e as lutas do povos contra a opressão. Música de Orlando & Ogando

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Salve, salve,
roqueiros do Brasil
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Por Luiz Fernando Las-Casas
 
a estrada do rock

 

 

No dia 15 de setembro de 1968, Caetano Veloso e Os Mutantes, participando em São Paulo da final do Festival Internacional da Canção, com Proibido Proibir, acabaram protagonizando um dos maiores eventos da história da música brasileira, onde imperaram o improviso, a inovação e a contestação. Às sonoras vaias, Caetano revidou com um inflamado discurso enquanto os quatro Mutantes, de costas para a platéia, faziam seus instrumentos grunhir. Coisa de louco!

Lembro muito bem de escutar, algum tempo depois, aquele compacto que continha a gravação do agora lendário discurso de Caetano Veloso. Tempo quente aquele. Sérgio Ricardo, no ano anterior, de raiva das vaias, quebrara seu violão em pleno palco, jogando os restos na platéia. As passeatas, ações reacionárias de direita e esquerda, e os roqueiros tropicalistas no meio levando porrada, coisa de bandido. Aliás, como dizia a hoje vovó Rita Lee, roqueiro sempre teve fama de bandido. Depois, Caetano ficou famoso e rico e teve de ouvir, puto da cara, eu e mais 30 carinhas cantando Proibido proibir na porta do auditório em que, por falta de grana, não conseguimos entrar. Cest la vie mon ami(e)!

   

Transcrevo aqui o texto do excelente site Tropicália, de Ana Oliveira, descrevendo o episódio. Muito bacana:

"Um ano depois do impacto causado pelas guitarras nas canções ‘Alegria, alegria’ (Caetano) e ‘Domingo no parque’ (Gil), apresentadas no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, Caetano Veloso e Gilberto Gil voltaram a surpreender o público no III FIC, Festival Internacional da Canção, promovido pela Rede Globo. Caetano, acompanhado pelos Mutantes, defendeu ‘É proibido proibir’ e Gilberto Gil, com os Beat Boys, ‘Questão de Ordem’.

A apresentação de ‘É proibido proibir’ acabou se transformando num happening acaloradíssimo naquela noite de domingo, 15 de setembro de 1968. Na final paulista do FIC, realizada no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, a música de Caetano foi recebida com furiosa vaia pelo público que lotava o auditório.

Os Mutantes mal começaram a tocar a introdução da música e a platéia já atirava ovos, tomates e pedaços de madeira contra o palco. O provocativo Caetano apareceu vestido com roupas de plástico brilhante e colares exóticos. Entrou em cena rebolando, fazendo uma dança erótica que simulava os movimentos de uma relação sexual. Escandalizada, a platéia deu as costas para o palco. A resposta dos Mutantes foi imediata: sem parar de tocar, viraram as costas para o público.

Gil foi atingido na perna por um pedaço de madeira, mas não se rendeu. Em tom de deboche, mordeu um dos tomates jogados ao chão e devolveu o resto à irada platéia. Caetano fez um longo e inflamado discurso que quase não se podia ouvir, tamanho era o barulho dentro do teatro."

Ouviremos agora a gravação de estúdio de Proibido Proibir, seguida do inflamado discurso e também da canção Alfômega, de Gilberto Gil. Depois, homenageando o aniversariante do dia 16/09, o grande mestre BB KING, véinho, mas ainda na ativa, com o melhor do blues para vocês. Na seqüência, Ain't That Just Like A Woman. Quem quiser saber mais sobre o grande mestre do blues, acesse aqui.




13/09/2008

Mais sobre Luiz Fernando Las-Casas

roqueradio@gmail.com

       
 
 
 
 
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