Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Grande prazer em apresentar aqui um dos sons mais importantes da história do roque internacional e brasileiro também. Não tem banda de roque nenhuma, dos anos 60 e 70, e algumas contemporâneas, iluminadas, que não cultive um sentimento de gratidão aos The Shadows, banda inglesa do final dos anos 50, que tem no seu guitarrista Hank Marvin como grande expoente. Subvertendo a famosa pichação, eu diria: Marvin is god!
Quando eu era jovenzinho e já andava roquenrou, todo conjunto roqueiro que prestava, desses que tocavam nos bailinhos, tocava The Shadows. Ah! Se tocava. Vários artistas importantes, como Sérgio Dias, dos Mutantes, Pete Towshwend, do The Who, Mark Knopfler, do Dire Straits, Frank Zappa, Neil Young e Carlos Santana, o "Apache", entre outros, já confessaram sua influência.
O som dos Shadows nasceu na era rock'n'roll, um pouco tardio, mais para a época do twist, uma variação mais "moderninha" e comercial do rockabilly, mas tinha um sotaque diferente. Será que naquela batida um-um, dois nascia o roque britânico dos anos 60? Até porque, definiam, então, a típica formação do conjunto de iê-iê-iê, de duas guitarras, baixo e bateria.
Os Shadows começaram acompanhando o roqueiro pop inglês Cliff Richard, que ouvimos na semana passada, e se chamavam The Drifters. Mudaram de nome aconselhados por seu empresário, já que havia uma outra banda, nos EUA, com o mesmo nome. Embora não seja um membro original da banda, Hank Marvin tornou-se a referência musical do grupo, que realizou sua turnê de despedida (será?) em 2004 e 2005, com Marvin, Bruce Welch e Brian Bennett.
Os Shadows fizeram história no roque e deixaram seu legado de maneiras variadas. A banda cover The Apaches é famosa, grava discos, excursiona e tem seu próprio site, tocando as músicas dos Shadows. Abaixo vocês podem assistir um vídeo alegórico trazendo o grande sucesso Tema para jovens enamorados, obrigatória em qualquer reunião-dançante, na hora do arrocho, interpretada pelo lendário – e pouco conhecido - conjunto paulista dos anos 60, Os Carbonos.
No podcast Apache, de Jerry Lordan, primeiro lugar nas paradas de sucesso, Prelude in E major e Waiting for rosie do LP Jigsaw de 1967. Depois, Kon-Tiki, outro sucesso, aqui tocado pelos Apaches, e as versões originais de Semi suburban Mr.James e Atlantis. Ao fundo podemos ouvir Man of mistery, de 1960.