Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Brasília –Na cidade de Nazareth, no coração do civilizado Estado da Pensilvânia, nos EUA, funcionam as oficinas da fábrica de violões Martin & Co, que celebra seus 175 anos neste mês de novembro.
"É o violão mais clássico do mundo", reconhece Marcelo Gross, guitarrista do quinteto gaúcho Cachorro Grande. "Ele tem o som do folk."
Sim, o mais clássico dos violões folk, provavelmente. O grande barato dos violões Martin é que eles mantêm a mesma sonoridade de sempre, tradicionalmente ACÚSTICO, como em 1833, quando a música popular ainda era folk, regionalizada. Sua sonoridade é o resultado “de uma combinação entre um design inspirado, artesanato soberbo e uma fina seleção de tonewoods”, diz o presidente herdeiro da companhia, Christian Frederick Martin IV.
Ainda, conforme a excelente matéria de Carlos Messias, publicada na Rolling Stone Brasil de setembro, os violões Martin “passaram pelas mãos de artistas tão seminais quanto distintos. Seja o ícone do bluegrass Clarence Whit como o pioneiro do rockabilly Eddie Cochran; o influente violeiro folk Woody Guthrie e a lenda country Hank Williams; estrelas universais como Elvis Presley, John Lennon, George Harrison, Johnny Cash, Bob Dylan, Eric Clapton, Mark Knopler, Peter Framptom; além de músicos vanguardistas dos tempos atuais, como Beck, Ben Harper e o blueseiro John Mayer”.
O luthier alemão Christian Frederick Martin (descendente de uma longa geração de marceneiros) fundou a C.F. Martin & Company logo que chegou aos Estados Unidos, aos 37 anos, em 6 de novembro de 1833. Nos primórdios, a empresa consistia em uma oficina montada nos fundos de uma casa localizada no número 196 da rua Hudson, em Nova York, cujo proprietário era o único funcionário. Por insistência de sua esposa, Ottilie Lucia Kühler (filha do renomado luthier Karl Kühler), seis anos mais tarde o casal, acompanhado do primogênito Martin Jr., mudou-se para a cidade de Nazareth (Pensilvânia), onde até hoje se encontra a sede da Martin & Co.
Divirta-se agora ao som dos violões Martin de Eric Clapton (Can’t find my way home), Bob Dylan (All along the watchtower), Johnny Cash (Going to Jacksonville), Cachorro Grande (Bom brasileiro) e Beck (Bottle of blues).