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Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Brasília – Neste exato momento, enquanto escrevo este artigo e gravo o podcast desta semana, o disco Beggars’ Banquet dos Rolling Stones completa 40 anos de seu lançamento, no dia 6 de dezembro de 1968. Anos ferventes aqueles. Em maio, enquanto rolava a famosa “revolução” em Paris – e no mundo, os Stones lançavam Jumping Jack Flash, um hino do rock’n’roll. O disco deveria ter sido lançado em junho, mas por uma ridícula disputa entre a banda e a gravadora em torno da capa do disco, que continha uma foto de um mictório fétido de um banheiro podre, todo pichado. Os executivos babacas da época rejeitaram uma capa conceitual do cacete, uma verdadeira obra de arte e depois de muita queda-de-braço, os Stones deixaram pra lá e apresentaram uma capa toda branca, como um convite, com letras caligráficas, que não deixa de ser uma idéia legal, mas não tem o impacto da foto original.
Esse disco, de fato, é um divisor de águas na trajetória dos Rolling Stones, vindo a definir o que seria o estilo da banda, que lançou na seqüência obras-primas como Let it bleed, Sticky fingers, Exile on main street e Goats head soup onde misturavam o ritmo stoniano e a força do roque sessentista, com toques do country e blues. A grande era dos Stones. Nesse disco, o guitarrista, cantor e compositor Brian Jones, fundador da banda, já dá sinais de um desgaste no relacionamento com os outros, principalmente com Keith Richards, que faturou sua namorada. O Brian era um excelente músico, muito criativo e competente, tocava diversos instrumentos, inclusive saxofone, mas estava afundando nas drogas e com problemas com a polícia.
Em 1967, quando o meu cabelo ainda mal subia sobre as orelhas e eu me sentia o máximo, vi, numa revista, algumas fotos das férias do Mick Jagger e do Keith Richards no Brasil, em Arembepe, na Bahia, e fiquei impressionado com a cabeleira deles, que chegava nos ombros. Levou um tempinho, mas o meu também chegou. Foi depois desta visita que eles fizeram o clássico Sympathy for the devil, onde nota-se a influência da música do Candomblé e da Bahia, pelo som e o ritmo das tumbadoras. Assista a seguir o filme da famosa - e fatídica - performance em Altmon, nos Estados Unidos, em 1969, quando os Hell Angels roubaram a cena, com os Stones tocando em grande estilo Sympathy for the devil.
Aumenta o som.
djLC
Nanche Las-Casas
P S: Este programa dedico ao nosso querido editor Omar L. de Barros Filho, o Matico, grande apreciador dos Stones e do Beggars’ Banquet. U-u. U-u. U-u.
Músicas do podcast: Jumping Jack Flash, Jigsaw Puzzle, Salt of the Earth e Street Fighting Man. Ao fundo Sympathy for the devil, todas de Jagger e Richards.