Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Brasília – E foi na beira do mar que, em 1967, surgiu no cenário hippie de São Francisco, Califórnia, Moby Grape, uma banda de roque que chamava a atenção pelo psicodelismo, a espessura do som, o sentido de grupo, a versatilidade dos músicos e a capacidade de composição musical. Baixo, bateria e três guitarras; todos compunham e cantavam. Formada por Peter Lewis (guitarra), filho da atriz de cinema Loretta Young, Jerry Miller, outro guitarrista, o baixista Bob Mosley, Don Stevenson na bateria e Skip Spence, também na guitarra, fundador da banda e ex-batera do lendário grupo Jefferson Airplane, morto em 1999, vítima das drogas, remédios psiquiátricos e da birita.
Moby Grape (1967)
Wow (1968)
Grape Jam (1968)
Nos anos 80 parecia novidade aquelas bandas com nomes hilários como Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Ultraje a Rigor e tantas outras. Mas esta história já havia começado antes, nos anos 60, com bandas como Velvet Underground, Gentle Giant, Mothers of Invention e ... Moby Grape. Aqui em Brasília mesmo, temos referências de nomes criativos e debochados, das bandas do início dos anos 70, como Biscoito Celeste, Margem, Bueiro, Turma da Cozinha e Carência Afetiva. História do roque candango.
O som do Moby Grape é bastante eclético, mas, ao mesmo tempo, muito vernacular, refletindo a cultura norte-americana da época. Tem uma certa americanice, na mesma medida em que é também um som californiano e é psicodélico em letra e música. Psicodelismo esse, mesclado com a música country, o blues e o rock’nroll. Nas variadas composições da banda nota-se a interação efetiva, envolvente e criativa das três guitarras, que se entrelaçam em harmonia contrastada de arpejos, ritmos e solos. Embora não seja particular, singular, é um som divertido e de primeira qualidade.
Peter Lewis, Don Stevenson, Bob Mosley, Jerry Miller e Skip Spence
Moby Grape, o LP epônimo de debut, em 1967, é o cartão de visitas da banda, onde os músicos mostram todas as suas qualidades, um disco que “permanece como uma das maiores relíquias psicodélicas do roque”, como disseram Gene Scullatti e Davin Seay no livro San Francisco Nights. Na seqüência, em 1968, fizeram história lançando um álbum verdadeiramente duplo, ou seja, eram dois discos, cada um com sua capa, lançados num mesmo pacote. O disco Wow, detalhadamente elaborado e Grape Jam, com improvisos e performances, ambos gravados em estúdio. Este último, embora criticado, na época, pela crueza do som improvisado, serviu de modelo para outros artistas que, subsequentemente, gravaram jamsessions, como George Harrison em All things must pass e Hal Kooper, no Supersessions. Hal Kooper e Mike Bloomfield participam também do Grape Jam. Que show!
Ouviremos agora, Indifference (Spence), Changes (Miller, Stevenson) e Naked, if I want to (Miller) do álbum Moby Grape (1967), e outra gravação de Naked, if I want to, mais Bitter wind (Mosley) e Motorcycle Irene (Spence), do LP Wow (1968). Finalizando, uma parte de It’s a beautiful day (Mosley).