Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
É um grande prazer estar de volta, na lida do som, aqui, com vocês.
Depois de um revigorante mês de férias, retorno trazendo para vocês o poderoso som do “Patrão”, Bruce Springsteen. Neste domingo, acontece nos EUA a grande final do futebol americano, o Super Bowl, o evento esportivo mais importante na cultura deles e que será visto por 100 milhões de pessoas, no mundo todo, inclusive no Brasil. É tradição no esporte americano permear os jogos com música e, nesse contexto, “The Boss” entra com sua velha companheira, a E Street Band, no intervalo do jogo, prometendo 12 minutos de pura energia, uma festa do bom e básico rock’n’roll, para uma platéia ensandecida.
Bruce Springsteen é atualmente um dos maiores representantes da cultura musical norteamericana, fiel às suas raízes roqueiras, promotor da cultura popular e engajado politicamente. Num mundo dominado (quase) por produções musicais onde o mais importante é ser bonita(o) e gostosa(o), é muito bom ouvir a voz ativa e o som inconformado do roque nas paradas de sucesso, pois quem não dormiu no sleeeping bag nem sequer sonhou. Bruce teve importante participação nas recentes eleições do nosso vizinho rico, a “capital do mundo”, como cabo eleitoral, tocando e cantando na vitoriosa campanha de Barak Obama. No badalado dia da posse, apresentou-se para mais de 400 mil pessoas em Washington. De fato, o Boss e sua banda têm um talento muito especial para apresentações ao vivo, protagonistas de grandes performances em palcos do mundo inteiro, grandes platéias, como no vídeo abaixo, quando tocaram em Paris em 1985, numa soberba apresentação, com grande participação do público.
Foi em 1975 que ganhei de presente o LP Born to run, aquele disco impressionante, de capa em branco-e-preto, com uma bela foto do roqueiro Bruce e sua indefectível guitarra Telecaster, de madeira natural e tampo preto, e seu grande amigo, o saxofonista Clarence Clemons, grande figura, em todos os sentidos, nos seus quase dois metros de altura. Marisa, minha irmã, chegava de Nova York para me visitar em Brasília e conhecer a sua recém nascida afilhada, Flor Maria. Naquele tempo, o som dele me pareceu um pouco estranho, meio sujo. Eu andava ouvindo o The dark side of the moon do Pink Floyd e Minas do Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Mas, com o tempo, retornei aos fundamentos do rock e me tornei um grande fã do som do “The Boss”, uma música visceral e energética, que mexe com a gente.
O som de Bruce surgiu na periferia de Nova York, em Asbury Park, na costa de New Jersey, paraíso dos trabalhadores, e se firmou nos anos 70. Embalou na new wave dos anos 80, mantendo-se até hoje fiel às suas raízes, no batidão forte da bateria ritmada, no rasqueado da sua voz e das cordas de sua guitarra, embora hoje de uma forma mais atenuada, mas sempre, sempre envolvente. Bruce Springsteen também é um grande compositor, autor de vários sucessos internacionais como Born to run, Born in USA, Dancing in the dark, Streets of Philadeplphia e outros, principalmente nos EUA. Sua extensa discografia está disponível nas boas casas do ramo e no site do artista www.brucespringsteen.net. Também no site dos fãs www.backstreets.com encontram-se muitas outras informações. Bruce acaba de lançar, dia 27 de janeiro, o disco Working on a dream (terceiro nesta década) e anunciaram um super DVD para setembro, com o disco Darkness on the edge of town, de 1978, show de bola. Ouça a seguir, no podcast, uma antologia de Bruce Springsteen e da E Street Band, nas canções Radio nowhere, Working on a dream, If I should fall behind, I saw her standing there e No surrender, todas do Bruce exceto a penúltima, que é de Lennon e McCartney. Ao fundo Born in USA e Hungry Heart.
Ladies and gentlemen ... com vocês Bruuuce Springsteen!