Por meio da fotografia, adolescentes de Canoas exercitam olhar crítico sobre seu cotidiano e a cidade. Por Marilia Schmitt Fernandes e Redação de ViaPolítica
Um universo sensual habitado por mulheres dignas dos melhores sonhos adolescentes, materializa-se agora em Siena. Mas parece destino à jaula em tempos de Silvio Berlusconi e ‘bunga-bunga’. Por Irene Hdez. Velasco, de Roma, para El Mundo, de Madri
Michael Moore, o mais famoso documentarista social, foi ao centro de Nova York para falar ao movimento ‘Occupy Wall-Street’, que ocupa a zona próxima da Bolsa, para contestar um mundo esmagado pela lógica financeira global.
Depois de uma mega-pausa para manutenção de nossos equipamentos psicomotores, Rota 66 está de volta trazendo o melhor, mas o melhor mesmo, do roquenrou que existe neste planeta. É com grande prazer e imensa satisfação que trago hoje, para vocês, uma banda desconhecida do grande público – inclusive o dos Estados Unidos – e que faz um grande e crescente sucesso com os antenados da hora.
Lembram do Moby Grape? Pois então, apresento agora a co-irmã californiana, a grande banda FLAMIN’ GROOVIES, nascida em 1965 na psicodélica São Francisco, e que gravou seu primeiro LP no final de 1968, tocando nas rádios e na televisão no início de 1969, há 40 anos aproximadamente. O mais impressionante, a despeito do seu absoluto desconhecimento aqui no Brasil, na época, é que eles, com mutantes formações, continuaram tocando até os anos 90.
No início, de 1968 a 1971, tendo à frente a figura roqueira maluca de Roy Loney, que vocês podem observar em ação no vídeo aqui postado, o som do Flamin’ era um apanhado de estilos americanos baseado no rock e rhythm’n’blues dos anos 50, o que de certa forma marginalizou a banda na cena dominada pelo Greatful Dead e o Jefferson Airplane. Hoje, do alto da nossa vivência musical, percebemos que, embora anacrônicos, fizeram um som duca naquele tempo e que ainda hoje emociona. Tendo como mola propulsora a dupla dinâmica Cyril Jordan e Roy Loney, o Flamin’ gravou o EP Sneakers (1968) e os LPs Supersnazz (1969), que hoje homenageamos, Flamingo (1970) e Teenage Head (1971).
Em 1972, Roy Loney saiu da banda por desavenças com seu colega, o guitarrista Cyril Jordan, e seguiu em busca de uma carreira solo. Em breve será aniversário do Roy e voltaremos a falar dele, que gravou bons discos, mas pouco conhecidos, com a sua banda Phantom Movers. Na sequência, chegou o cantor Chris Wilson e a banda mudou-se para a Europa, fazendo sucesso na Inglaterra e na Alemanha com um power poprock consistente e substancial, com toques do rock britânico dos anos 60, puro roquenrou, uma profissão de fé. Nos anos 70 gravaram Shake Some Action (1976), seu disco mais vendido, Flamin’ Groovies Now (1978) e Jumpin’ in the Night (1979). Voltaram a gravar no final dos anos 80 e início dos anos 90, mas depois, a chama apagou e se dissiparam. O Cyril Jordan lidera hoje uma banda chamada The Magic Christian.
Na sequência, ouviremos Love have mercy, The girl can’t help it, Laurie did it, Pistol packin’ mama e a deliciosa Around the corner, todas do disco mais querido, o pioneiro e quarentão Supersnazz.
É apenas roquenrou, mas é bom demais !
Flamin' Groovies, televisão francesa, 1972 - Roll over Beethoven (Chuck Berry)