Em seu novo trabalho, Luiz Rosemberg
Filho faz uma declaração de amor ao
cinema e uma inquietante pergunta:
o que foi que fizemos com a imagem?
Por José Carlos Asbeg, do Rio de Janeiro
Para Lêdo Ivo, a poesia é uma magia verbal, um “idioma” específico dentro da linguagem e um testemunho da condição humana. A verdadeira celebração do Universo pelo homem. Por Floriano Martins, de Fortaleza
No outro domingo, dia 14 de junho, foi noticiada na mídia especializada, principalmente, a morte do guitarrista Bob Bogle que, para a imensa maioria das pessoas é um desconhecido. Bogle era o guitarrista da seminal e primitiva banda de rock The Ventures e deveria ser reverenciado como um deus no olimpo do rock'n'roll. Os Ventures, de fato, são os famosos ilustres desconhecidos; é a banda instrumental campeã de vendas no planeta, mais de 100 milhões de discos vendidos. Barbaridade! O mais importante, criaram um som exclusivo, que valorizando a eletricidade da guitarra, emocionou legiões de jovens nas Américas, Europa e Japão, e também influenciou toda a geração de roqueiros dos anos 60. Todo conjunto de rock naquele tempo tocava os Ventures. Era de lei. Inclusive a possibilidade - e o desafio - de tentar tocar com a habilidade e o virtuosismo deles. Os Ventures eram tudo de bom.
Para mim, as primeiras lembranças vem – mais uma vez – do santuário do roque da rua Coronel Bordini, em Porto Alegre, que era o pátio de entrada da casa do Roberto Marcon. A casa tinha umas escadas em forma de arquibancada, onde sempre rolava muito papo-cabeça, abobrinhas hilárias e roquenrou. E, na vitrola, Walk Don't Run e Let's Go, ao som das guitarras dos Ventures. Bogle e seu parceiro Don Wilson, os fundadores dos Ventures, eram trabalhadores da construção que se reuniram em 1958 e começaram a tocar em bares e lugares. Dois anos depois emplacaram o sucesso Walk Don't Run, com Nokie Ewards no baixo e Howie Johnson na bateria, que, na sequência, foi substituído por Mel Taylor, enquanto Bogle passava para o baixo e Nokie Edwards para a guitarra, assim constituindo aquela que seria a formação clássica dos Ventures.
A banda foi pioneira no uso de efeitos especiais, distorção, eco, e outras coisas mais, e tinha nas mãos de Bogle, Wilson e Edwards uma sonoridade eletrizante e um ritmo balançado pela batera de Taylor. Eles são o protótipo do conjunto de rock sessentista que se mantém firme até hoje, embora haja variações, com a formação básica de duas guitarras, um contra-baixo elétrico e bateria, como os Beatles, por exemplo. São vários, mas "muitos" vários guitarristas famosos e profissionais que já expressaram publicamente a influência dos Ventures. Como disse um fã, lá no blogue da revista Rolling Stone, "vai-se o cara", que descanse em paz, "mas fica o som" e a arte de Bob Bogle.
Ladies and Gentleman ... com vocês os The Ventures
djLC
Walk don't run 1960 (Smith), Bulldog, Perfidia (1960), Pipeline (The Chantays), Wipe out (The Surfaris), Rawhide, Peter Gun Theme (Mancini). Ao fundo Let's go!